O Auto-Pensante

Women's mind,
by Asky Klafke
O Auto-Pensante
          filosofia barata & amizades caras

05/11/2017

estão jogando com você...

Deu na mídia semana passada (mídia real, de verdade... o bom e velho jornal) que o Facebook - que eu gosto de chamar de Livrocara - atingiu a marca de 2 bilhões de usuários por mês! É muita gente perdendo tempo nesse programinha, não?

Nada de errado com isso, alguém pode dizer... cada um perde seu tempo como quer! Afinal, a recém renovada "missão" do Livrocara é dar às pessoas o poder para construírem comunidades, e juntas tornarem o mundo mais próximo.

Quem engole tal balela?

A primeira pergunta, e bem básica, que vem à mente é Por quê? E para entendermos o Por quê da questão, devemos entender o Para quê e o Para quem!

03/05/2016

Rápido Tempo Lento

"Time is what keeps everything from happening at once"
Ray Cummings in The Girl in the Golden Atom, 1922.
Eis-me aqui novamente a falar sobre o tempo, um dos meus assuntos preferidos. Vezes falo do tempo perdido, vezes falo do tempo vivido. Assim poderia até chamar este post de "Em busca do tempo vivido", mas Proust provavelmente não aprovaria... Então chamei de rápido tempo lento mesmo.

A noção de tempo é inerente ao ser humano, todos sentimos, embora a ciência comprove que nossas percepções e sentidos são mestres em nos enganar. A percepção de tempo observada a partir de nossos sentidos é uma percepção puramente psicológica, e por isso mesmo cada um pode ter sua própria noção de tempo. Em certos dias, determinados eventos transcorreram de forma muito rápida, em outros, os mesmos eventos transcorreram de forma mais lenta, e expressões como "o tempo voa", "este ano passou depressa" ou "esta aula não acaba" soam bem comum a todos nós, mesmo que o relógio - aparelho especificamente construído para medida de tempo - mostre sua invariabilidade.

01/05/2015

O Tempo Perdido

by Henri Fantin-Latour

Às vezes me chamam de intolerante. Eu me acho seletivo.

Há muito deixei de ler bulas de remédios. Continuei com a literatura por um bom tempo, mas depois de alguns anos, só ficou a filosofia. Hoje só leio o que me interessa, e confesso, pouco tenho visto de interessante ultimamente.

O último grande romance que li foi À la Recherche du Temps Perdu (Em Busca do Tempo Perdido), de Marcel Proust. E, como sempre faço antes de ler romances de vulto como este, preparei-me como se preparam os bravos: dediquei algumas semanas estudando a vida de Proust e a época em que ele viveu, me aclimei, no tempo, na época, na cultura, na história... e só depois, armado de boa compreensão do que Proust possivelmente viveu, parti para o romance. Parece-me ser esta a única maneira de proceder-se. Qualquer outra abordagem parece-me inútil: como entender um romance se não se está a par das condições da época?

26/12/2013

Dependência



Aqui na Irlanda, tem apenas dois dias no ano em que as lojas não abrem: Natal e Sexta-feira Santa (Good Friday), e a véspera destas datas, acreditem, é uma loucura! E embora a véspera do natal possa parecer compreensivo, pessoas esquecidas comprando coisas de última hora... mas não, não é disso que falo... falo de dependência mesmo! Dependência não-química, dependência psicológica - embora tudo acabe sendo químico!

A simples idéia da abstinência, de que não haverão pubs, bares, restaurantes, lojas, supermercados, farmácias, postos de gasolina, bancas de jornal... nada aberto, apavora! As pessoas se desesperam, correm aos mercados, se estocam para o dia seguinte, onde, aborrecidas, terão que enfrentar um dia inteiro sem comprar nada! E para não dizer que não há nada, sempre se acha uma lojinha indiana aberta, mas não é a mesma coisa...

14/06/2012

Um apelo ao tempo

CROWD - Misha Gordin
Antes fosse só o tempo que nos afligisse. Deixou de ser! Ou melhor, agregaram-se a ele outras inquietudes, outras preocupações, outros afazeres, outras tantas coisas que acontecem enquanto estamos perdendo tempo com alguma coisa... A síndrome do tempo perdido, do acontecimento imediato, da informação disponível... chamem de FOMO, agorafobia, ou pura perda de tempo, a coisa é mais profunda do que parece.

20/12/2011

A Previsibilidade da Física


Dado um modelo para o universo, a abordagem dispensada normalmente atende três perspectivas de modelagem: a Modelagem Conceitual, a Modelagem Lógica e a Modelagem Física. Deveria esse Modelo do Universo ser um Modelo Conceitual, um Modelo Lógico ou um Modelo Físico? Ora, se considerarmos suas aplicações básicas, usaríamos a primeira, que representa um modelo de alto nível e considera exclusivamente o ponto de vista do usuário criador do dado - ou seja, a natureza, incluindo aí a raça-humana. Quando partimos para a modelagem lógica, temos que agregar detalhes de implementação desse modelo... e na modelagem física demonstrar como esse modelo - e seus eventos - se relacionam com o físico...

24/11/2011

Penso, logo existo... ?

Semana passada exerci uma atividade das mais prazerosas: o diálogo inteligente! Pode parecer banal, mas não é não, camaradinha... a estupidez humana não conhece limites, e fugir dela não é tarefa tão fácil como pode parecer!

Sexta-feira. Lá fomos nós, munidos de nossos parcos conhecimentos, nossas fugazes leituras e nossa exarcebada vontade de discutir, debater sobre nada mais nada menos do que a "inútil" filosofia, pura e sem adornos!

O tema escolhido foi Livre-Arbitrio! Sugerido por mim, o tema deveria ter sido estudado por todos - eu mesmo não tive tempo - para que a discussão pudesse ser baseada em alguma premissa... sinceramente, pensando bem, melhor seria se carregássemos apenas nossa bagagem ao invés de carregarmos a nossa mais a dos outros! Explico:

09/10/2011

Traduzir por traduzir

ou Muito além do Google Translate!


Na TUDA eu exercito duas de minhas paixões, línguas e poesia - aliás, justo falar que minha paixão por línguas veio através da paixão pela poesia. Era uma impressão que me dava, e ainda me dá, ao ler poemas traduzidos de outros idiomas. Quando vinham de uma língua que eu dominava ou tinha razoável conhecimento, invariavelmente acabava comparando a tradução com o original, e geralmente chegava à conclusão de que poderia ser diferente... não melhor ou pior - o que só se descobre depois da empreitada - mas diferente.

Essa sensação me levou aos exercícios de tradução, ainda muito cedo, em meus vinte e poucos anos. Inglês e espanhol eram as línguas-fonte na época. Tais exercícios foram despertando em mim um prazer em decifrar - não é isso a tradução? E fui me acercando cada ve mais de "soluções poéticas" para os  textos, fugindo assim da rigidez do sentido para valorizar características poéticas (rima, métrica, ritmo) e culturais (sentido social, cultural e antropológico adaptados à língua-alvo).

01/04/2011

A Hipocrisia da Pirataria

A pirataria é apenas o sintoma, mas querem pintá-la de doença. Que o produto pirata é o motor do crime organizado todo mundo já sabe... só que não funcionou! As campanhas para impedir - ou diminuir - o comércio de produtos piratas apelando para a consciência do povo deu com os burros n'água, e acredite, não haverá campanha que emplaque se não apelar para o bolso, a verdadeira consciência do brasileiro.

21/12/2010

O monopólio do mal


Frei Betto, renomado intelectual de esquerda, escreveu na folha de são paulo que os torturadores da ditadura eram ateus militantes. Ora... ele disse ateus militantes? Seria isso um CIRCUNLÓQUIO, um PLEONASMO VICIOSO ou mera RETÓRICA?!? E retórica aqui é naquele sentido pejorativo mesmo, do discurso que parece brilhante na forma mas no fundo é pobre nas idéias!